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CHIMOIO, 11 Abril 2007 (PlusNews) - O trabalho de prevenção do HIV e assistência para os doentes de Sida arrancou na última semana nos 54 centros que acomodam 106 mil pessoas deslocadas pela inundação do Rio Zambeze nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia. As cheias, que iniciaram em Janeiro e intensificaram em Fevereiro, destruíram machambas, estradas e postos de saúde, provocando um deficit na assistência médica e interrupção do tratamento antiretroviral em vários distritos. A zona Centro de Moçambique, a mais atingida pelas cheias, regista as taxas mais altas da seroprevalência no país, 20,4 por cento, enquanto a média nacional é 16,2 por cento. Para aqueles deslocados que ja estão em tratamento antiretroviral, “Estamos a fazer a recondução para outras unidades sanitárias com este serviço”, anunciou a vice-ministra da Saúde, Aida Libombo. Espera-se iniciar o mais cedo possível a prevenção da transmissão vertical do HIV nestes centros de acomodação. Autocarros com equipamento sonoro, assim como as rádios comunitárias locais, divulgam informação sobre a Sida nos centros, e distribuem-se preservativos. “Devido a esta grande aglomeração de pessoas é preciso reforçar as campanhas de sensibilização”, diz Libombo. Segundo o técnico de medicina geral João Apolinário, no centro de acomodação de Campaze, no distrito de Tambara, Manica, são atendidos diariamente três casos de pacientes com doenças de transmissão sexual (DTS), a maioria relacionada com gonorreia e sífilis A primeira-ministra de Moçambique, Luisa Diogo, diz que os efeitos combinados de calamidades naturais e do HIV/Sida continuam a assolar as várias províncias do país. Também presidente do Conselho Nacional de Combate a Sida, Diogo apela para uma rápida acção contra esta “dupla emergência”, como define. Os governadores das províncias afectadas assinaram um acordo para criar uma estratégia comum para o enfrentamento do HIV/Sida durante a emergência. |